A VIRGINDADE DE MARIA



A VIRGINDADE DE MARIA
Como é possível que Maria seja ao mesmo tempo virgem e mãe de Jesus? É difícil aceitar uma coisa que vai contra as leis da biologia sobre a geração humana.
A ciência observa e explica o que acontece normalmente no mundo. No caso da geração de um ser humano, afirma que ela é o resultado da fecundação de um óvulo feminino por um espermatozóide masculino. Mas a concepção de Jesus no seio de Maria, sem intervenção de um pai humano, não foi um acontecimento normal. Só pode ser compreendida por quem acredita que o mundo é criado por Deus. Isto significa não só que ele é a origem de toda a realidade, mas também que tudo depende dele a cada instante. Ele pôde assim usar outros meios da própria natureza para estimular a reprodução de uma célula germinal no seio de Maria. Tudo mais procede normalmente. A gravidez dura nove meses e a criança nasce e cresce como qualquer outra.
A concepção virginal de Jesus não pode ser constatada cientificamente. Ela ultrapassa todas as possibilidades humanas. É uma verdade de fé. A Igreja crê que Jesus é filho de uma virgem porque este fato é atestado no Evangelho. "O que foi gerado nela vem do Espírito Santo" (Mt 1,20). O Evangelho e a Igreja não estão interessados no processo da concepção de Jesus que mencionamos no início, mas no significado do fato que Jesus é filho de uma mulher, mas não tem um pai na terra. Isto quer dizer que ele pertence realmente à raça humana, é nosso irmão, enquanto filho de Maria; mas, ao mesmo tempo, tem sua origem diretamente em Deus: é o Filho de Deus.
A encarnação do Filho de Deus no seio de Maria é o acontecimento central da história da salvação. É uma intervenção especial de Deus no curso da história para realizar a salvação da humanidade. A virgindade de Maria, que concebe seu filho exclusivamente pelo poder do Espírito Santo, sem a colaboração de um homem, é uma conseqüência de outra verdade ainda mais fundamental para nossa fé: Maria é a mãe do Filho de Deus feito homem. Deus é o único Pai de Jesus: ele que é a fonte de toda vida e nos criou à sua imagem e semelhança. O Pai de Jesus não é o Espírito Santo, mas a primeira pessoa da santíssima Trindade. O Espírito Santo é a força divina e criadora que Deus Pai comunicou a Maria, como comunicou aos profetas e aos apóstolos, e comunica a nós no batismo, para que ela pudesse cumprir sua missão excepcional, única, de ser a mãe do Messias, o Filho de Deus.
O Evangelho fala dos irmãos e irmãs de Jesus. Por que a Igreja Católica não aceita, como os crentes, que Maria teve outros filhos, além de Jesus?
A idéia que Maria teve outros filhos além de Jesus é fruto de um mal-entendido. É verdade que os evangelhos falam de irmãos e irmãs de Jesus. Por exemplo em Mc 6,3 o povo de Nazaré exclama: "Não é este o carpinteiro, filho de Maria, irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? Suas irmãs não vivem aqui entre nós?". Mas nas línguas semíticas, como o aramaico, falado por Jesus, o termo "irmão" pode ser usado num sentido mais amplo, para designar também os primos e parentes próximos, quer dizer, os membros de sua família. Por exemplo, no livro do Gênese (14,14) Abraão chama seu sobrinho Lot de irmão (cf.13,8). E no Primeiro livro das Crônicas os filhos de Quiche são chamados irmãos das filhas de Eleazar, que eram suas primas (23,21-23).
Nos evangelhos os irmãos de Jesus nunca são chamados "filhos de Maria", sua mãe. E nas narrações da infância de Jesus só aparecem José, Maria e seu filho: sinal que os tais irmãos não pertenciam à família, propriamente dita, que vai e volta do Egito ou vive na casa de Nazaré. São apenas seus parentes. Dois dos quatro irmãos de Jesus, citados há pouco, Tiago e José, são filhos de outra Maria, como dizem expressamente Mateus (27,56.61) e Marcos. Muito importante também é o fato de que, ao pé da cruz, antes de morrer, Jesus confia sua mãe a João, filho de Zebedeu, seu amigo e discípulo (Jo 19,26s). Isto seria impossível, sobretudo para a mentalidade daquele tempo, se Jesus tivesse verdadeiros irmãos.
Todas estas indicações dos evangelhos mostram claramente que a Igreja tem razão quando diz que Maria não teve outros filhos, mas, como o próprio Jesus, permaneceu virgem toda a sua vida. Isto não quer dizer que teria sido uma desonra para Maria ter filhos de José, seu esposo. Não há nada de mau e pecaminoso nas relações entre marido e mulher. Mas no plano de Deus, Maria, mãe de Jesus, deveria ser virgem, como símbolo e modelo da Igreja, que deve consagrar todo o seu amor exclusivamente a Cristo, seu esposo. E ela compreendendo este chamado de Deus foi fiel até o fim à sua vocação.

O que Maria tem a dizer à humanidade em nossos dias?



Parece tão distante o tempo que nos separa daquela jovem judia que vivia na pequena cidade Nazaré, noiva de um homem bom e justo e que certamente viveu sua dimensão de esposa, mulher, mãe... Dois mil e poucos anos, muitos avanços, muitas descobertas, o progresso, a cura de doenças, a exterminação de alguns males, a transformação das cidades, o aumento da expectativa de vida... Tantas coisas, tantas histórias e tanta História. Mas a jovem de Nazaré continua a nos interpelar. O que tem ela a nos dizer? Certamente nos diz o que já dizia à humanidade de seu tempo. Temos hoje apenas melhorias materiais, mas muito pouco a humanidade avançou em termos de valores, de crescimento espiritual e de adesão ao verdadeiro reino de Deus.

Poderia sua cidade – ou mesmo todo o povo judeu – acreditar que daquela jovem que não era rica, não era princesa, mas apenas uma jovem criada para ser simplesmente esposa e mãe, nasceria o Messias? O impacto disso em uma sociedade que esperava um Messias revolucionário, lutador, um rei que os salvaria pela espada, certamente não acreditaria – e, verdadeiramente, não acreditou – que no silêncio da manjedoura em Belém nos era chegado o Filho de Deus. Poderíamos hoje acreditar em tais acontecimentos? Provavelmente não. Poderíamos acreditar que uma virgem concebesse apenas por graça de Deus? Claro que não! Com tantos conhecimentos científicos que temos, somos até capazes de provar que isso é impossível.

Esses são apenas dois pequenos aspectos que podem nos mostrar o que Maria tem a dizer à humanidade hoje: Ela diz o que não pode ser dito senão através da fé incondicional em um Deus que tudo pode. Ela diz que é preciso olhar com olhos desejosos de servir a Deus e ao outro para podermos reconhecer os “anjos” que até hoje continuam a nos anunciar que no meio das condições mais difíceis, Deus faz brotar a vida. Ela diz que é preciso acreditar no humilde, no pequeno, porque é na humildade e na pequenez que Deus fala.

Os valores da sociedade contemporânea incorporam ainda aqueles que o povo judeu vivia à época de Maria: inveja, intriga, injustiças... o amor sufocado, o serviço ao outro ironizado. Tudo isso sob nova roupagem, alimentado por teorias filosóficas e antropológicas que tentam explicar por que caminhos a humanidade se enveredou.

Ainda assim, Ela continua a nos falar. E nos fala como mãe – aquela que muitas vezes não queremos ouvir porque nos repreende e tenta nos educar. Quer ver seus filhos irmãos, quer que todos tenham a mesma oportunidade e deseja, sobretudo, olhos atentos aos pedidos de Deus e corações disponíveis para o sim – como aquele que um dia Ela própria dera ao enviado do Pai.

Maria não é, pois, apenas um objeto de culto ou de veneração. Não é apenas a “resolvedora” de nossos problemas. É pessoa viva que conosco caminha, fala, acompanha. E como escutá-la? Lendo sua vida, percebendo que fora apenas uma mulher que, com a sensibilidade própria do gênero feminino, viveu sua vida: vida de afazeres domésticos, vida de oração, vida de esposa, vida de mãe. Uma vida que não foi fácil: cuidar da casa, ficar viúva, caminhar com seu Filho por aquelas estradas, ver seu Filho morrer. E, depois, construir uma Igreja, cuidar dos apóstolos, receber e dar carinho. Maria trabalhou e trabalha, pois continua – com sua vida – a nos mostrar que é possível fazermos o mesmo com as nossas.

Maria Mãe da Igreja


Bom por que a igreja considera Maria como Mãe?
Maria foi escolhida de modo especialíssimo por Deus para cooperar em seu plano de salvação do gênero humano. Foi chamada a ser Mãe do Redentor e respondeu este apelo com seu “sim” (Cf. Lc 1,38). O Evangelho nos mostra como ela está presente junto a seu Filho Jesus, indicando-lhe a ocasião para que ele realizasse seu primeiro milagre, nas bodas de Caná. Por este milagre, seus discípulos chegaram à fé em Jesus (Cf. Jo 2,11). Foi junto à cruz, porém, que Maria recebeu a missão de ser mãe dos discípulos de Jesus. Ao tornar-se mãe do discípulo amado (Cf. Jo 19,26), ela se torna, por extensão, mãe de todo aquele que se faz discípulo de Jesus e membro de seu corpo que é a Igreja e, portanto, mãe da Igreja. Por isso ela ficou junto aos discípulos, rezando com eles a espera do Espírito Santo (Cf. At 1,14). Esta sua missão não passou. Até segunda vinda de Cristo, a consumação do reino de Deus, Maria continua realizando seu papel de mãe amorosa de toda a Igreja e de cada um de seus filhos.
(Cf. no livro “Sou Católico vivo minha fé.” Pág. 143-144)
Isto mostra que além de ter como provar tudo que fala em relação a Maria e tudo mais, a Igreja faz estudos na Bíblia lendo e dando uma interpretação correta e dentro do contexto.
Não querendo fugir do assunto, mas aproveitando a oportunidade a Igreja em tudo que faz, ensina, e crê antes estuda analisa e prova com passagens Bíblicas não soltas, mas que demonstram concordância com outras passagens da mesma.
Maria sendo Mãe de Cristo, fundador da nossa Igreja passa também a ser nossa mãe membros da Igreja, já que a Igreja que nos referimos não a Igreja de pedra, mas a igreja que é como um corpo formado por vários membros que somos nós leigo, vocacionados, clero, Bispos, Cardeais, e é claro o Papa.
Acreditamos na maternidade de Maria por que acreditamos na maternidade de nossas mães.
A igreja além de ter Maria como Rainha, Senhora, Mãe tem também Maria como exemplo, pois até então Maria foi, é e sempre será exemplo de mãe e mulher.
Ama a Maria sempre como Mãe e lembre-se que coração de Mãe sempre tem lugar para mais um.